A alta da Selic, fixada em 13,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, tornou os investimentos em renda fixa mais atrativos. Apesar disso, a renda variável não sofreu redução de investidores. Pelo contrário, segundo dados da Bolsa de Valores (B3), o número de pessoas físicas que investem na modalidade aumentou mais de 40% em 12 meses.
A movimentação é justificada pelo interesse na diversificação da carteira. De acordo com representantes da área, o momento permite aproveitar a maior rentabilidade de investimentos mais seguros e conservadores, como os títulos públicos e os certificados de depósitos bancários (CDBs), e também direcionar parte dos recursos para a renda variável, que oferece opções mais arriscadas e com maior potencial lucrativo.
A orientação, portanto, é conhecer os tipos de investimentos em renda variável para analisar quais podem contribuir para os objetivos do investidor. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando a escolha dos ativos é feita criteriosamente, a aplicação em renda variável pode proporcionar um retorno financeiro superior à fixa.
Novos investidores
O total de pessoas físicas que investem em renda variável no Brasil aumentou mais de 40% no intervalo entre abril de 2021 e março de 2022, conforme dados divulgados pela B3 em maio deste ano. Em números, isso significa o ingresso de aproximadamente 1,3 milhão de investidores.
Os investimentos mais procurados no período analisado foram os Brazilian Depositary Receipts (BDRs), os fundos de índice (ETFs), fundos de investimentos imobiliários (FIIs) e ações. Na avaliação da B3, o aumento da demanda deve-se ao interesse de diversificação da carteira.


